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Comandante da PM quer apuração sobre uso de nome do Bope por oficiais em evento

A Corregedoria deverá apurar também se os oficiais são sócios-gerentes da empresa, o que é vedado pelo Código Penal Militar.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias, vai solicitar à Corregedoria da corporação que faça uma apuração sobre o uso do nome Bope por dois oficiais para vender treinamentos a civis, a chamada "Experiência Bope". A Corregedoria deverá apurar também se os oficiais são sócios-gerentes da empresa, o que é vedado pelo Código Penal Militar.

Como mostrou a reportagem do EXTRA nesta terça-feira, a programação do evento, sob responsabilidade da empresa Skull Experience e coordenado pelos majores Ivan Souza Blaz Junior, porta-voz da PM, e Luciano Pedro Barbosa da Silva, apontado no anúncio como subcomandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), inclui atividades como resgate de feridos, interrogatório, granada, arremesso de faca e até arco e flecha.

— Todas as vezes que esse tipo de notícia chega a um comando, o caso é apurado para verificar se o policiai infringiu as normas penais e estatutárias. A legislação penal militar e estatutária prevê situações em que o policial militar pode exercer qualquer atividade extra. Pode ser sócio de empresa, desde que não seja sócio-gerente nem exerça a atividade — afirma Wolney.

De acordo com o comandante, o caso será encaminhado à corregedoria interna da corporação. Caso haja indício de crime, será instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM). No caso de ser constatada apenas uma transgressão, o caso será submetido a uma sindicância.Para Wolney, o caso expõe a necessidade de se abrir uma discussão sobre as atividades extras que os policiais militares podem exercer.

— Entendo que a legislação precise ser revista, porque, com a licença do RAS (Regime Adicional de Serviço) e Proeis (Programa Estadual de Integração na Segurança), em que o policial militar pode trabalhar na folga, tudo isso tem que ser discutido. Temos que considerar o seguinte: vamos considerar que a prática seja ilícita, porém não é imoral. Um policial de folga trabalhando para complementar seu salário. Acho que tudo isso tem que ser avaliado. É até uma possibilidade para suscitar a discussão. Principalmente em um momento em que as pessoas passam por uma dificuldade financeira maior, que possam durante seu período de folga exercer uma atividade, desde que lícita — diz o comandante.

 

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