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'Eles têm escorraçado populações', diz ativista sobre agronegócio no Oeste baiano

Para ela, agora é hora de sentar, estabelecer critérios e procurar o “caminho do meio”.

Palco de atos que culminaram com ocupação e depredação de fazendas em novembro do ano passado, o Oeste baiano ainda é algo para ser decifrado dentro do próprio estado. O que teria gerado aquele dia de fúria em 2 de novembro de 2017, em Correntina? Puro vandalismo? Revolta represada? Para tentar entender melhor as questões, o Bahia Notícias procurou alguém de dentro. Segundo a professora da Uneb, ativista ambiental e ex-presidente do Comitê da Bacia do Rio Grande, Maria Anália, o povo de Correntina “mandou um recado muito sério e politizado ao Oeste”. Recado que tem a ver com divisão dos recursos naturais. Para ela, agora é hora de sentar, estabelecer critérios e procurar o “caminho do meio”, um lugar de convivência entre pequenos e grandes produtores. No entanto, ela diz que enquanto nada for feito, a força do capital continuará castigando as populações locais em favor dos projetos agropecuários, caso do maior conglomerado de fazendas da América Latina, a Estrondo, que está situado em Formosa do Rio Preto. “Eles têm escorraçado essas populações e criado ambientes inóspitos para as essas mesmas populações morarem”, declarou.

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