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'Foi leviano', diz ‘Zé das Virgens’ sobre acusações de Luizinho Sobral

"Vou até as últimas consequências para provar minha inocência” – disse o ex-petista.

Diante das acusações do Ministério Público Federal – MPF que o acusa de improbidade administrativa, o ex-prefeito de Irecê, José Carlos Dourado das Virgens ‘Zé das Virgens’, rebateu a acusação do Órgão e as denúncias feitas pelo também ex-prefeito do município – Luiz Pimentel Sobral ‘Luizinho Sobral’.

 

Com cópias de documentos que comprovam sua idoneidade e transparência de sua administração, ‘Zé das Virgens’ respondeu às declarações, com denúncias contra sua gestão - publicadas na edição da última sexta-feira (2), no site do Ministério Público, durante entrevista concedida ao Jornal da Caraíbas desta terça-feira (6).

 

José das Virgens, assim como o ex-prefeito de Irecê, Luizinho Sobral – é acusado de improbidade administrativa e pelos crimes de aplicação indevida e desvio de verbas públicas durante sua gestão entre 2009 e 20012.

 

De acordo com as ações, de autoria do procurador da República Márcio Castro, os réus cumpriram apenas 20% do Convênio nº 016/2011, no valor de R$ 14.965.740,62, firmado com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Além disso, ocorreu a reprovação da prestação de contas do citado convênio, pois não houve a comprovação do correto emprego de parcela dos recursos investidos.

 

O objeto deste convênio era o apoio à implementação de tecnologias sociais voltadas ao acesso à água para produção de alimentos para autoconsumo dos moradores da região, por meio de capacitação e avaliação, assistências técnicas e construção de cisternas de produção, barreiros trincheiro para uso familiar e apriscos para criação animal.

 

No entanto, visita in loco realizada por fiscais do MDS constatou que diversas famílias tinham os buracos de cisternas escavados há mais de um ano sem receber o recurso firmado no projeto. Além disso, também foi verificada a perda de cimento por não ter sido utilizado no prazo de validade e a falta de pagamento aos pedreiros e fornecedores, o que ocasionou a paralisação das obras. Ainda de acordo com a fiscalização, a equipe responsável pelo projeto não possuía capacidade técnica e operacional satisfatória para executar o programa.

 

Os réus deverão responder às duas ações na Justiça Federal: uma cível, por improbidade administrativa, e outra penal, uma vez que as condutas também se configuram como crime. Assim, o MPF requereu a condenação dos ex-prefeitos nas sanções previstas no art. 12, incisos II e III da Lei da Improbidade, e, criminalmente, por investimentos indevidos e desvios de recursos federais, delitos previstos no art. 1º, incisos III e IV, do Decreto-lei n° 201/1967.

 

Os ex-gestores também deverão ressarcir o erário no valor total de R$ 3.462.626,80, que deverá ser atualizado com juros e correções monetárias, de acordo com o Ministério Público Federal em Irecê.

 

Sobre a nota divulgada pela assessoria do ex-prefeito Luizinho Sobral, nesta segunda (5), “Zé das Virgens disse que repudia as declarações do ex-prefeito e diz que seu sucessor foi leviano e criminoso ao acusá-lo de tais ilegalidades. “Já constituímos um advogado criminalista e estamos tomando todas as providencias sobre esse caso. Vou até as últimas consequências para provar minha inocência” – finalizou. 

 

Da Redação

 

 

 

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