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Funaro admite operar caixa 2 do PMDB e diz que Temer sabia de doações ilegais

Ele afirma que a mala com R$ 400 mil em dinheiro vivo recebidos por sua irmã, Roberta, também integra o pagamento pelos serviços.

O doleiro Lúcio Bolonha Funaro confirmou nesta quinta-feira (15), em depoimento à Polícia Federal, que operou caixa dois do PMDB e fez acusações ao presidente Michel Temer. De acordo com informações do jornal O Globo, uma pessoa que teve acesso ao interrogatório afirmou que Funaro relatou que Temer tinha conhecimento de doações ilegais – o peemedebista presidiu o partido entre 2011 e 2016. A assessoria do presidente negou em nota que Temer tinha conhecimento do financiamento ilegal das campanhas da sigla. “O presidente Michel Temer somente tinha conhecimento de doações legais ao partido”. A oitiva durou cerca de quatro horas. Preso há quase um ano, o doleiro falou também sobre as nomeações de cargos públicos articulada pelo PMDB, referente a desvios de recursos. Ele contratou um advogado especialista em delação premiada, mas ainda não há confirmação de que o acordo tenha sido fechado. Durante o depoimento, Funaro negou ainda que ele ou seus familiares tenham recebido recursos da J&F, holding que controla a JBS, para se manter em silêncio. Segundo o doleiro, o dinheiro recebido diz respeito a três contratos legais que os irmãos Joesley e Wesley Batista mantinham com ele para a prestação de serviços em operações de mercado. Ele afirma que a mala com R$ 400 mil em dinheiro vivo recebidos por sua irmã, Roberta Funaro, que foi presa durante a Operação Patmos, também integra o pagamento pelos serviços. Os investigadores, porém, apontam que o repasse teria como objetivo comprar o silêncio de Funaro na cadeia. 

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