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Peso da oposição: Dobradinha Alckmin e Ronaldo vai precisar de empurrões para campanha

Caso Alckmin e José Ronaldo não mudem de estratégia, correm o risco de assistirem os adversários atuarem como um rolo compressor no processo.

O maior bloco de oposição ao governador Rui Costa (PT) vai precisar de muita força para as eleições de 2018. Não apenas para enfrentar a máquina estatal, mas para conseguir fazer “pegar no tranco” a dobradinha entre Geraldo Alckmin (PSDB) e José Ronaldo (DEM). O tucano é candidato ao Palácio do Planalto e, até o momento, não decolou nas sondagens de opinião de voto, mesmo tendo sido exitoso no governo de São Paulo numa avaliação externa. O democrata segue a mesma lógica: deixou a prefeitura de Feira de Santana após uma reeleição acachapante e muito bem avaliado. No entanto, enfrentam algo relativamente inédito em suas últimas eleições: adversários combativos e cujo desempenho está alguns passos à frente. Alckmin, depois de derrotado por Lula em 2006, emendou dois governos no Palácio dos Bandeirantes. Ronaldo, por sua vez, amargou um terceiro lugar na corrida pelo Senado em 2010 antes de ser eleito duas vezes para a prefeitura de Feira de Santana. Para participar do pleito, ambos renunciaram aos cargos. As coincidências das trajetórias não param por aí. Alckmin e José Ronaldo não seriam considerados os candidatos naturais dos respectivos partidos aos postos. Antes da Lava Jato, Aécio Neves era o tucano com maior potencial em 2018. No caso do DEM da Bahia, ACM Neto era considerado o mais competitivo para enfrentar a campanha de reeleição de Rui, mas acabou permanecendo na prefeitura. Para 2018, o grande desafio de aliados dos dois políticos é conseguir fazer crescer uma campanha cujos nomes são pesados. Em um contexto em que a presença de outsiders ou de políticos mais afastados do establishment é muito valorizada, Alckmin e José Ronaldo estão há anos de luz de serem leves o suficiente para participar do debate eleitoral sem as marcas do próprio passado. E, por mais que a pré-campanha esteja engatinhando, os dois candidatos precisam acelerar o passo para tentar participar efetivamente do pleito. Não apenas com títulos de cidadão ou reuniões com grupos pequenos de apoiadores, como tem sido nos últimos tempos. Ou com a ausência de um cabo eleitoral como ACM Neto em eventos públicos, como aconteceu ontem na Assembleia Legislativa da Bahia. Caso Alckmin e José Ronaldo não mudem de estratégia, correm o risco de assistirem os adversários atuarem como um rolo compressor no processo.
 

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