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Temer: mundo precisa encontrar solução duradoura para Síria

Para o presidente brasileiro, conflito pode ser resolvido com base no direito internacional.

O presidente Michel Temer manifestou preocupação com a escalada de violência no guerra na Síria e pediu o comprometimento dos países envolvidos para uma solução duradoura, baseada no direito internacional, para o conflito. A declaração foi dada durante a participação de Temer na 8ª Cúpula das Américas, realizada no Peru.

— Há uma profunda preocupação no nosso país com a escalada do conflito militar na Síria. Já é passada a hora de encontrarmos soluções duradouras baseadas em direito internacional. Uma guerra que se estende já há tempo demais, com perdas humanas demais, disse Temer.

O presidente condenou o uso de armas químicas por parte do governo sírio e pediu o engajamento da comunidade internacional em uma solução definitiva, mas evitou atacar diretamente o ataque ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiado pela Grã Bretanha e França.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, afirmou que o Brasil repudia o uso de armas químicas mas está preocupado com o aumento das ações militares na Síria e defende uma solução política para a guerra civil naquele país.

—Estamos muito preocupados com o aumento das ações militares na Síria, assim como já estávamos, reitero, muito preocupados com as graves denúncias ataques químicos, disse o ministro a jornalistas em Lima, onde participa da Cúpula das Américas.

Forças norte-americanas, britânicas e francesas bombardearam a Síria com mais de 100 mísseis neste sábado nos primeiros ataques ocidentais coordenados contra o governo de Damasco, tendo como alvo o que chamaram de centros de armas químicas em retaliação a um ataque com gás venenoso, que acusam ser de responsabilidade do governo sírio.

—Aguardamos a conclusão o mais rápido possível das investigações no âmbito da Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas), para que se possa punir os responsáveis. O Brasil defende uma solução política negociada pelos sírios que preserve a unidade territorial do país, acrescentou Aloysio Nunes.

O ministro disse ainda que entrou em contato com o pessoal diplomático brasileiro na capital síria, Damasco, e que "não houve danos colaterais".

O Itamaraty deve soltar em breve uma nota sobre os ataques na Síria por potências ocidentais. Questionado se isso tirava importância da cúpula de Lima, o ministro brasileiro disse acreditar que não seja o caso.

Mas diplomatas brasileiros ouvidos pela Reuters afirmaram que o ataque tira a atenção de uma cúpula já esvaziada pela ausência do próprio Trump, e as dificuldades de tratar de temas centrais para a região, como a crise na Venezuela.

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